Eu de cá Vejo grande à minha volta Você: nem segundos E nem rota Eu imersa em palavras Sem significação Você envolto ao travesseiro Na cama, no colchão Eu requieta no tempo Vastidão Você em casa Sem ação
Dizia-se de leveza De corridas e abraços Dizia-se de afetos Tardes, estardalhaços Dizia-se dos curtos Dos longos, do criar Dizia-se da loucura Aventura, consolidar E dizia-se do tempo Do movimentar lento Do girar contínuo E vinha-se o vento O instante O momento E vinha-se o nume, o pó e o ar.
Andar vago, vasto, solitário Andar solto. Andar livre. E vai-se indo perna após perna Alto baixo Sozinho conjunto Silêncio barulho E vai-se indo a alma intacta Vago, vazio, solitário Solto, demasiado longe Atarefado.
Marina Cangussu F. Salomão
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Estar onde eu estou quando eu estiver. _ A essência do instante sagrado.
Por que tão frágeis as coisas... Os instantes. Os segundos. Tão efêmeros E tão pequenos Se esvaindo no piscar de olhos No frigir de cenho Rodopiar de mente Se acabando no eternizar de alma No infinitar-se Completamente.