sábado, 4 de janeiro de 2014

Do rabisco

Da folha pautada
Amarelada
Que ainda há de se encontrar aqui,
Para preenchê-la,
Espera-se por ti.
De uma amizade
Que de cores e flores,
Risos e tons
Há bom som à espera
De você chegar
Pra preencher as pautas
Dos tons de lá
De BH.

Melissa Andrade - à minha amiga Marina Cangussu

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Só risos sem só

Para Eduardo Cardoso
E se te fossem loucos
Estes cabelos revoltos
Estes caminhos perdidos

E se te fossem soltos
Estes destinos rotos
Estes desatinos

E se fossem teus
Lugares de rimo
Sonhos de menino

E te caíssem risos
Assim pequenino
Sem só.

Marina Cangussu F. Salomão

Crépido

E do silêncio da alma
Desatina a calma
No ritmo crépito
Da dança crescente
E já não mais inquieta
Rodopia certa
A música reta
Das curvas da vida 

Marina Cangussu F. Salomão

Do dia após o outro

Foram-se algumas lembranças
As inconstâncias e os desatinos

Foram-se recheados
Desatados sem destinos

E foram-se incongruências
Algumas desavenças
E o menino

Marina Cangussu F. Salomão

Tílburi e tiburones

Meus desajeitos
Sem desfechos

E minhas estórias
Quadriculadas

Rompem contornos
E desfazem traços

E cada laço
Ressoa em seu lado.

Marina Cangussu F. Salomão

Caminho dos grandes

Vêm atrapalhar meu gozo
Com seus olhos vendados
_E nariz, ouvido e tato
Já perdem até o olfato
E inúmeras razões

Vêm, e nem em segundos
Reviravolteio-me
Meus olhos aquietam-se
Negados de si
_Perdidos desvios

E nunca virão
Nem gozarei de uma vida inteira
Porque meu eu decrépito
Incomoda desde incompletude
Negando atitude
Como minha primeira palavra profetizou

Marina Cangussu F. Salomão

Do fim

Ouvir-se-ia dizer:
Quem sonha também morre.
Deleitado em esperanças.

E vão se indo vãs
Perdidas em território astuto
Afogando em chão permuto

Assim morrem:
Os segredos. Os amores.
Apagam-se os prazeres, as dores.

Restando apenas corpo, mortos
Passantes

Marina Cangussu F. Salomão