domingo, 8 de fevereiro de 2015

Intensity

I like my intensity
And the colours of challenges
I like the harmony of the tightrope
And I like the mistake of healing by microbe

I float on my extremes
Of power, love and misery
I like the pure crash of my oppositional symphony
I like the freedom of my suicide feelings
And I like the reason standing in my ceiling

I love my body without soul
The bite of a wet kiss
And  the pain of breaking down, though

And I love to lay me down shattered in the floor
I like to break my open door
I love my drama
And my confusion
I love my world inside
And my compulsion


Marina Cangussu F. Salomão

Fuga de ideias invisíveis - Dos retalhos

E mais ainda eu diria deste tom que entra em meus olhos
Tom de simpatia acrescida
Tom de abundância de comida
E eu caída de regozijo.

E que palavra difícil esta que rima com mijo
Me lembro de criança tentar inseri-la em meus recortes
Sempre tive esta queda por dificuldades
E talvez este seja o meu principal retalho.

Marina Cangussu F. Salomão

Dos instantes felizes

Por mais que eu tente dizer-te
São apenas poemas que sairão
Desse meu rascunho embolado
E amassado em seu destino final
Porque não há como escrever o que se sente
Quando dormente,
O sol quente vem acordar-te
E os dois acordam em entregar-se
A esta doçura de instantes
Que preponderantes 
Serão lembrados
Como felizes delírios da vida.

Marina Cangussu F. Salomão

Temperamento

Essa chuva e esse cinza
Isso deprime até os pássaros
Não colore as janelas
Envelhece os parques

Coloca no rosto desse homem
Esse ar de fim
Na mão uma garrafa
E na garrafa o sim.

Leicester- United Kingdom

Marina Cangussu Fagundes Salomão

Insônia

Quando a noite vem
Mas os sonhos não
Acho antes que palavras inquietas que virão.
E nada mais justo é colocar-lhes no mau humor
Um pouco de açúcar e aroma
Para acalmar-lhes a dor.
E deixar que venham suave
Em um poema.

Marina Cangussu F. Salomão

Justificativas

Por vezes, aparace junto à lembrança
Algumas estradas por onde a mente passou
Acompanhada dos pés

Estradas recheadas, coloridas, chuvosas e salpicadas
Às vezes sem rumo, sem rota, com fim ou distante

Mas sempre repleta de algo de mistério e invisível
Que mais tarde ou no momento
Me banharão de redundâncias e exclamações

Me encherão de vazões e de águas
Por onde corre o meu rio.

Marina Cangussu F. Salomão

Catavento

Holanda - Dinant


Eu pus meus sonhos em um catavento
Plantado no meu jardim do meio de minha estrada

De colagens coloridas e intensas
Plantei todos os mais belos desejos na flor do vento

Em quintal esparso em dia de chuva
Pus flor por flor no encontro de sua raiz
Flor por flor para encontrar o que quis

Plantadas no jardim inteiro
Salpicadas de multicolor
Colorindo as janelas dos que passarão primeiro

Eu pus meus sonhos em um catavento
Todos os mais belos desejos plantados na flor do vento
Espero que sopre por lá
Espero que brote por lá

Eu pus meus sonhos em um catavento
E me fui em busca do tempo
Em que os polens voariam de lá

Marina Cangussu Fagundes Salomão