sábado, 21 de setembro de 2013

Folhas abarrotadas, amarrotadas

As folhas mofadas e fedidas
Gostosas e perdidas
Feitas em minha escada
Por entre contos e histórias
Descidas e subidas
                       Fantasias de menina                                                                                     Folhas abarrotadas
Folhas amarrotadas 
Repletas de ilusão 
Tolas e enquadradas
As folhas podres
                       de meu mundo sem chão                                                                                  

As folhas de tua voz
As mesmas meu algoz
Meu repúdio e absolvição
As folhas mais carentes
Meu motivo decadente
                        Meu colo afastado                                                          

As folhas que escolhestes
Repletas de verbetes
As legendas de minhas falas
As buscas pela sala
Minha inquietação
_As folhas de meu tempo
                      Minha única ocupação                                                                                      

Foram por tuas mãos o caminho
Foram de tuas mãos o carinho
Foram minhas escolhas o cantinho.

Marina Cangussu F. Salomão



Muro

Para Edileusa Cangussu
Queria poder mudar teus tijolos
Ladrilhar com vazios
E permitir a entrada do sol
Para que brilhe tuas luzes
E gere tuas rosas.













Marina Cangussu F. Salomão

terça-feira, 10 de setembro de 2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Compreensão

Ainda que em mim gritam os verbos 
Que não te soam 
Em vontades 
Nos caminhos audíveis,

Permanecerei no silêncio 
Para não vomitar-te 
O que não deseja 
Ver desfilar em teu rosto

E no oposto 
De meu sentimento 
Sorrir-te com um colo 
Para tua dor.

Marina Cangussu F. Salomão

Fuga de Ideias Invisíveis

Árvores e pedras são apenas aquilo que são
(Que) varão
Pecarão
Desgastarão os sorrisos desgraçados de pretexto
(De) incesto
Contexto
Cesto de frutas frescas
Secas
Epas
Tetas
Homens e Mulheres
Mulheres e Homens
... O resto é mudo e intercambiável.

Marina Cangussu F. Salomão