quarta-feira, 31 de julho de 2013

Necessidade

E necessitava aquele silêncio de murmúrio
Longos e longe
Dentre zumbidos, cantos e mujos
Rastejos e mergulhos
Fuxicos de vento.

...

Silêncio de dentro entre sons de fora
Silêncio que a respiração atrapalha

...

Necessitando reduzí-la
Definha-la
Até perdê-la

...

Nos sons das vidas que emana

Marina Cangussu F. Salomão

segunda-feira, 15 de julho de 2013

No vão

E vi a luta ir em vão...

Bem no vão da porta,
Impedindo-a de fechar.


Marina Cangussu F. Salomão

terça-feira, 9 de julho de 2013

Tuas horas

Faz-me falta tuas horas vagueando meus dias
E todas as minhas preocupações em teu rosto
E metade de meus sorrisos em tua boca.

Marina Cangussu F. Salomão

Comida

É possível lamentar-se do ilamentável
E alimentar-se do inexorável.

Marina Cangussu F. Salomão

Versos de distância e de saudade

E vem em mim calmo
Um desejo redundante de teu calor
E ter-te aqui num sono leve
Levitando em aspiração de teu odor
Assim. Suave.

***

Preciso de tua mão louca
Tua boca ousada
Teu corpo irresistível e ereto
Preciso de minha risada gostosa
Que só consigo ao teu lado

***

Quero deitar ao teu lado
Em tarde fria após chuva
E ouvir o voltar de pássaros lá fora.
aqui dentro só o teu calor e o teu abraço.

***

Quero seu gosto em minha saliva
No sofá, na cama, no chão
Na parede, na rede,
Toda minha sede.
Quero você inteiro
Quero seu sumo e seu gosto
Quero você morto (de prazer).

***

Quero muito beijar-te em beijo leve e suave
Sentir a textura quente de teu lábio
E me derreter em tua boca.

***

Preciso de você em mim
Que me esquente
Me faça suar.
Desejo teu cansaço
O céu em mormaço
E eu me perder.
Eu sem rumo.
Mas que eu perca o rumo
Só não perca você.

Marina Cangussu F. Salomão

Asterisco

Ainda vão os traços daquela menina
Grudados no espelho infantil
Medrosa, só, insegura

Vão como fardo que não leva
Só pesa e retorna
Desenhando ariscos e asteriscos

_Lembrando quem era.

Marina Cangussu F. Salomão

Sencillo

Outrora rodeava em passos mais simples
[Sencillos]
E era mais calmo o dançar febril do peito
Menos intenso o reviravoltear de pupilas.

O silêncio chamava mais por reinar só
E até o barulho da água na caixa me ouvia
Respirar lento em sono profundo
Em querer ameno e solto.

Marina Cangussu f. Salomão