domingo, 25 de setembro de 2011

As cigarras

Ela não tinha ouvido as cigarras ainda
Quando percebeu que há tanto tempo
Estando ali a seu alcance
Não parara sequer segundo para ouvi-las


Percebeu o quanto era importante
Em todo o cenário de sol entre as folhas
Ouvi-las em seu ruído desafinado
E mais sonoro que qualquer poesia


E deixaria seus livros e canetas por algum instante
E se degustaria nas notas claras e limpas
Tão fluentes que naturalmente lhes partiam.


Marina Cangussu F. Salomão

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