terça-feira, 13 de setembro de 2011

O amor de todos os dias

Essa saudades que me parte
E não me consola,
Envolve-me em desejo de andar junto,
Dançando por entre passeio
E por entre passantes
Unido ao autoconsumo pérfido
De exibicionismo de completa
Felicidade e cabal
Em deleite no outro.
Eis a saudade que não me abandona
E me invade em gritos desesperados
De ânsia sedenta por desfazer-se
Em sentimento incompreensível,
Em fazer-se calmo e seguro
Em abraços tão sedentos 
Quanto os meus.


Marina Cangussu F. Salomão

Nenhum comentário:

Postar um comentário